As 5 Leis Biológicas - Vários Conteúdos

As 5 leis biológicas - Por Alan Broges, em: https://www.dralanborges.com.br/as-5-leis-biologicas/

O precursor da Nova Medicina Germânica é o médico alemão Dr. Hamer, que iniciou seus estudos nos anos 80, depois do filho ser assassinado. Após esse evento ele desenvolveu um câncer testicular e ouvindo seus pacientes com câncer, ele observou que eles também haviam passado por um evento traumático antes da “doença”, caracterizando que a doença surgia em decorrência de traumas agudos, que ele chamou de DHS (Síndrome de Dirk Hamer), em homenagem ao filho assassinado.

A partir de seus estudos ele descreveu as 5 leis biológicas, que fundamentam o conceito da Nova Medicina Germânica.

No geral as leis descrevem que a doença corporal é resultado de um choque biológico, que é definido como um evento inesperado, intenso e dramático. Esse choque afeta três níveis, a psique, o cérebro e o órgão.

A partir de suas observações pôde-se compreender a verdadeira origem das “doenças”, principalmente as que os pacientes buscam explicações, como por exemplo o câncer. Após milhares de casos atendidos o Dr. Hamer conseguiu explicar o comportamento biológico de todas as as ditas “doenças”, definindo as características psíquicas e físicas em duas fases, que caracterizam os programas especiais biológicos da natureza.

 

5 LEIS BIOLÓGICAS

 

PRIMEIRA LEI BIOLÓGICA

1º critério: Todo câncer ou enfermidade equivalente ao câncer origina-se de um DHS, que é um grande choque, agudo, dramático e vivido em solidão, pegando o indivíduo de maneira inesperada.

Um DHS pode ser acionado, por exemplo, por uma separação imprevista, uma perda inesperada, um abandono repentino, por um diagnóstico ou prognóstico para o qual o indivíduo não está preparado.

2º critério: O conteúdo do conflito determina a localização do foco de Hamer no cérebro e no órgão afetado.

No momento de um DHS, o (os) conteúdo (s) do conflito (s) determina (m) a localização do Foco de Hamer no cérebro e a localização do câncer ou enfermidade equivalente ao câncer no órgão.

3º critério: Sincronicidade entre psique-cérebro-órgão

 

SEGUNDA LEI BIOLÓGICA – EVOLUÇÃO BIFÁSICA DAS DOENÇAS

O Sistema Nervoso Autônomo (SNA) é o sistema responsável por todas as funções involuntárias do corpo, ou seja, aquelas que independem da nossa vontade, como a respiração, a frequência cardíaca, a pressão sanguínea, a digestão, a procriação, etc.

O SNA é composto por duas partes: o sistema simpático (sistema de atividade), e o sistema parassimpático ou vagotônico (sistema de descanso). O sistema simpático é o encarregado das funções involuntárias que devem ocorrer quando estamos despertos, acordados. Já o sistema parassimpático cuida das funções involuntárias que devem acontecer durante o repouso, relaxamento e sono. Em estado normal, ou seja, quando estamos saudáveis e tudo vai bem, esses dois sistemas – simpático e parassimpático – se alternam ritmicamente entre dia e noite.

NORMOTONIA

Refere-se ao nosso ritmo simpático (atividade) e parassimpático descanso) normal (fisiologia normal).

Programa biológico especial (SBS)

A partir de um choque biológico, o organismo que estava funcionando em sua fisiologia normal, passa a funcionar em uma fisiologia especial, que será chamada pela medicina de doença.

Cada “doença” desenvolve-se em duas fases sempre que exista solução do conflito.

A PRIMEIRA PARTE DESSE PROGRAMA É A FASE ATIVA

Quando o indivíduo sofre um DHS (choque biológico), a tríade – psique, cérebro e órgão – entra em um estado de stress contínuo, o que chamamos de Fase Ativa do conflito, onde o sistema simpático se encontra hiperexcitado em relação ao estado normal. Essa fase é uma resposta do nosso SNA para que estejamos preparados para luta ou fuga.

Sintomas: Perda de apetite, mãos frias, perda de sono, a pessoa encontra-se em um estado de preocupação constante sobre o acontecido (DHS), com pensamentos recorrentes e em geral em estado de alerta. No cérebro, se formam os focos de Hamer (FH), ativos, com anéis concêntricos definidos. Já a nível orgânico (órgãos), causam alterações fisiológicas e teciduais

CONFLICTÓLISE (CL) é o momento da solução do conflito, momento que inicia a segunda fase do programa especial (SBS). Como na fase de conflito ativo, a fase de cura se desenvolve paralelamente em todos os três níveis (psique, cérebro e órgão).

FASE DE CURA (PCL)

Quando o conflito é solucionado, tem início a Fase de Cura, onde a pessoa sai do estado de stress contínuo e entra em uma fase de relaxamento e descanso, para que o organismo se recupere do que aconteceu durante a fase ativa. Representa o oposto da fase ativa, pois aqui é o sistema vagotônico que está no comando.

Surgem sintomas como febre, dor, inflamação e o corpo fica quente, debilitado e cansado: a natureza pede repouso para permitir a reparação funcional dos tecidos, que permaneceram sob estresse durante toda a Fase Ativa.

Esta fase de cura divide-se em 3 partes:

A primeira é chamada de PCL-A na qual os sintomas são mais intensos, devido à concentração de líquido edematoso, que acompanha a reparação.

A dor resiste aos fármacos, que têm pouca eficácia, durante esta fase. A pessoa transpira pouco e só à noite, assim como urina e bebe pouco líquido.

CRISE EPILEPTÓIDE (EPICRISE)

Também chamada crise de cura, a crise epileptóide é uma simpaticotonia mais intensa que a fase ativa, porém mais curta. Pode durar alguns segundos até 4h dependendo da área cerebral envolvida.

A principal função dessa crise é eliminar o edema cerebral, evitando dessa forma a morte por edema cerebral.

Sintomas, calafrios, alterações da frequência e da pressão cardíaca, diarreia, vômito, suor, etc.

Após a crise epileptóide o organismo entra na última fase do programa biológico, que chamamos de fase PCLB.

Na fase PCL-B o líquido é expulso e os sintomas vão diminuindo. Os fármacos fazem efeito. Começa a cicatrização dos tecidos. Volta o apetite. A pessoa urina e transpira muito e sente-se melhor.

A conclusão da PCL-B encerra o Programa de Fisiologia Especial e o organismo volta à normotonia.

 

TERCEIRA LEI BIOLÓGICA

Explica a correlação entre a psique, o cérebro e o corpo no contexto do desenvolvimento embrionário (ontogenético) e evolutivo (filogenético) do corpo humano.

Cada relê cerebral controla um tecido ou um órgão em particular. O órgão responde ao choque do conflito com um crescimento (tumor), uma perda de tecido (necrose, ulceração) ou com uma perda funcional (diabetes, perda da audição, etc.) dependendo da parte do cérebro (tronco cerebral, cerebelo, substância branca, córtex) que é afetada.

QUARTA LEI BIOLÓGICA: O SISTEMA ONTOGENÉTICO DOS MICRÓBIOS NAS ENFERMIDADES

A quarta lei biológica explica o papel dos micróbios na correlação com as três capas embrionárias durante a fase de cura de qualquer Significant Biological Special Program (SBS ou programa Biológico Especial da Natureza).

Para a medicina convencional, os micróbios são agentes maus, inimigos que devemos combater a qualquer preço.

Segundo Bruce Lipton, vivemos em um universo de cooperação cujos seres interagem para manutenção do equilíbrio da natureza.

Na normotonia, assim como durante a fase ativa do conflito, os micróbios estão latentes. No entanto, no momento em que o conflito é resolvido, os micróbios que residem no órgão relacionado com o conflito, recebem impulso do cérebro para assistir o processo de cura que foi colocado em ação.

A forma com que os micróbios ajudam no processo de cura está em completa concordância com a lógica da evolução. Micobactérias e fungos somente operam nos tecidos que são originados a partir do endoderma e mesoderma do cérebro antigo, enquanto que as bactérias, somente participam da cura de tecidos que derivam do mesoderma do cérebro novo.

 

QUINTA LEI BIOLÓGICA: O SIGNIFICADO BIOLÓGICO DE CADA PROGRAMA ESPECIAL COM SENTIDO BIOLÓGICO

Permite desmistificar o processo de cura. Dá um componente biológico aos processos chamados de “doença”.

Cada chamada “doença” deve ser entendida como um programa biológico especial significativo da natureza criado para resolver um conflito biológico inesperado.

O programa biológico tem um senso inteligente de dar mais chance de viver.

 

AS METÁSTASES

Baseado no “Sistema Ontogenético dos Tumores” da NMG, a teoria da metástase, que sugere que as células cancerosas viajem pelos vasos sanguíneos ou linfa causando novos cânceres em outros órgãos, é vista de outra forma.

As células em geral e as células cancerosas não podem, em qualquer circunstância, mudar a sua estrutura histológica ou atravessar a sua camada germinativa. Por exemplo, uma célula de um tumor no pulmão, que tem a sua origem na endoderme e é controlada pelo tronco cerebral (“cérebro antigo”) e que se multiplica durante a fase ativa do conflito não pode transformar-se num osteócito (célula do osso), que tem a sua origem na mesoderme, que é controlada pela substância branca (“cérebro novo”) e que degenera durante a fase ativa de um conflito cujo processo é a descalcificação.

O Dr. Hamer não discute o fato do aparecimento de cânceres secundários, mas estes tumores não são causados por células migratórias que milagrosamente se transformam em outro tipo de células, mas sim por causa de novos conflitos.

Ex: Câncer de Pulmão que é gerado pelo medo da morte. Muitos pacientes ao receberem um diagnóstico de câncer tem medo de morrer, desencadeando um outro foco no pulmão, sendo considerado pela medicina oficial uma metástase.

Fonte: https://www.dralanborges.com.br/as-5-leis-biologicas/

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Por 5 LB - Brasil, em: https://www.5leisbiologicas.com.br/quais-sao-as-5-leis-biologicas/


Quais são as 5 Leis Biológicas

As Cinco Leis Biológicas foram desenvolvidas pelo médico e biológico, Dr. Ryke Geerd Hamer durante os anos oitenta. Tem como princípio demonstrar os princípios biológicos que governam todos os processos envolvidos para desencadear as “enfermidades e doenças” em animais e seres humanos.

Estes princípios são baseados na embriologia e evolução biológica baseada na filogênese, ao mesmo tempo que apontam elementos extremamente precisos para esclarecer o que está acontecendo no organismo acometido.

PRIMEIRA LEI BIOLÓGICA

A primeira lei biológica esclarece a chamada “doença” (ou seja, Programa Especial com Sentido Biológico – SBS). Inicialmente, provém de um “choque” biológico, grave, agudo e dramático, algo como um susto repentino, pego de surpresa. Esse impacto ocorre de forma simultânea em 3 níveis: psique, cérebro e órgão e foi chamado pelo Dr. Hamer de DHS (Dirk Hamer Syndrome), em homenagem ao seu filho falecido.

No instante que ocorre este evento inesperado, essa sensação que foi desencadeada por um conteúdo conflitual percebido, ativa um ou mais programas especiais de sentido biológico (SBS), que afeta tanto o cérebro (Foco de Hamer – FH, cerebral) quanto no órgão (Foco de Hamer – FH, orgânico).

A SEGUNDA LEI BIOLÓGICA

Todo o programa atravessa pelas fases principais: A primeira, fase ativa (FA) com alteração neurovegetativa simpática, a segunda fase, pós-conflitual (PCL), parassimpaticotônica, essa transição ocorre nos casos que houveram uma resolução do conflito (Conflitólise – CL).


DHS – FASE ATIVA (FA) – CONFLITÓLISE (CL) – PÓS-CONFLITUAL 1 (PCLA) – CRISE EPILEPTÓIDE (CE) – PÓS-CONFLITUAL 2 (PCLB) – NORMOTONIA.

A fase ativa inicia após o DHS, e possui uma intensidade e duração (massa conflitual). No nível psíquico-mental, neste momento a pessoa se encontra em um estado de preocupação constante sobre o acontecido (trauma), com pensamentos recorrentes e em geral em estado de alerta. No cérebro, se formam os focos de Hamer (FH), ativos, com anéis concêntricos definidos. Já no corpo, causam alterações fisiológicas e comportamentais teciduais.

Após a resolução do conflito (CL), a pessoa sente uma sensação de alívio, após este momento, se inicia a fase pós-conflitual (PCLA), ou reparação edematosa, com mudanças dos níveis hormonais e metabólicos, que alteram os padrões dos órgãos. Estas alterações estão associadas às modificações nos padrões do sono, levando ao cansaço, debilidade com aumento do processo inflamatório, dor e mal estar geral.

Na transição entre a fase pós-conflitual A e B, a pessoa passa pela crise epileptoide (CE), ou seja, o corpo revive o choque biológico (trauma), com um flashback fisiológico breve, normalmente com o agravamento dos sintomas, edemas, calafrios, alterações da frequência e da pressão cardíaca. Algo característico desta fase é o aumento do volume miccional que caracteriza principalmente a fase de pós-conflitual B (PCLB) ou exudativa (secreções, líquidos) com atenuação gradativa dos sintomas até a homeostase.

 

A TERCEIRA LEI BIOLÓGICA

A Terceira Lei Biológica ou Sistema Ontogenético dos programas especiais de Sentido Biológico (SBS), ou seja, a alteração do comportamento fisiológico para cada tecido e de suas funções.

Dependendo da área cerebral que foi ativada o foco de Hamer (FH), observamos no nível orgânico comportamentos distintos. Por exemplo, se o foco estiver no mesencéfalo, é possível observar um aumento das funções e eventualmente uma proliferação celular tecidual na Fase Ativa (FA). Agora, se o FH estiver no córtex cerebral, observa-se uma ulceração e necrose tecidual com redução da sua função durante a FA.

Com a terceira lei biológica, é possível elucidar o comportamento distinto de cada sistema de acordo com a sua origem embrionária e do foco de Hamer.

 

A QUARTA LEI BIOLÓGICA

Chamada de Sistema Ontogenético dos microorganismos, esta lei descreve o relacionamento entre o nosso corpo com diferentes grupos de microorganismos, e assim, demonstra que normalmente eles não são a causa da doença e sim simbiontes da nossa homeostase. Com isso podemos ver com outras perspectivas em relação às enfermidades, onde a sua atividade é coordenada através do estímulo cerebral e os processos de cura.


A QUINTA DA LEI BIOLÓGICA

A quinta lei biológica ou “Quintessência” exige que cada “doença” faz parte de um programa especial da natureza com um sentido biológico, ou seja, faz parte da evolução da vida.

Todos os nossos programas fisiológicos normais do corpo, bem como programas especiais (SBS), foram integrados através de milhões e milhões de anos de evolução. No fundo não há nada “maligno” ou “benigno”, em todos os processos o nosso corpo está apenas sobrevivendo e evoluindo. É um aprendizado programado buscando a nossa capacidade de adaptação à natureza, ou seja, sobrevivência.

Bibliografía:
– Hamer R. G., Resumen de la Nueva Medicina, Amici di Dirk, 2005
– Pfister M., Manuale di applicazione delle Cinque Leggi Biologiche, Secondo Natura Editore, 2014
– Münnich D., Das System der 5 Biologischen Naturgesetze, 3 ed. 2012.

Importante: O conteúdo deste texto é apenas informativo e não substitui a orientação e avaliação de um profissional da área de saúde

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Dr. Maurílio Brandão, Em: https://revistamedicinaintegrativa.com/nova-medicina-germanica-e-a-origem-natural-das-doencas/

Nova medicina germânica e a origem natural das doenças

A nova medicina germânica (NMG) tem como base os descobrimentos médicos de Ryke Geerd Hamer. Ele enunciou cinco leis biológicas que explicam as causas, o desenvolvimento e a cura natural das enfermidades, segundo princípios biológicos universais.

Assim, diferentemente do que se costumar entender, de acordo com a nova medicina germânica as doenças não são resultado de um mal funcionamento ou malignidade das estruturas no corpo e seu organismo. Elas são compreendidas como programas especiais com um sentido biológico específico, criados pela natureza para dar suporte à pessoa durante o período de estresse psicológico, emocional e físico.

Dessa forma, as descobertas de Hamer, mais do que informações hipotéticas ou teóricas, são baseadas numa ciência empírica que se estrutura sobre os citados princípios biológicos universais. Portanto, a NMG representa um sistema científico claro, que permite aprender a entender a origem e desenvolvimento das enfermidades, podendo ser comprovado e verificado em cada caso de uma e de todas as enfermidades.

Pilares da NMG: medicina oriental e biologia da evolução

Alguns pilares embasam os paradigmas da nova medicina germânica. Parte desses pilares advém do conceito intelectual de psiquismo, entendido de forma dinâmica como o conjunto de comportamentos da psique que está presente tanto nos seres humanos como em outros animais. É claro que no caso dos seres humanos essa condição torna-se complexa, em função das reações associadas ao campo das emoções e sentimentos. Essa condição pode ser bem melhor compreendida por meio da contribuição trazida pelo conhecimento sobre as emoções originado do Oriente, da medicina tradicional chinesa e da medicina ayurvédica, dentre outras referências.

Já no campo biológico, a biologia da evolução, em particular, possibilita uma outra compreensão sobre ciência, medicina e sociedade. Os binômios corpo-mente, saúde-doença e sujeito-objeto evoluem para uma unificação nos paradigmas da NMG, fazendo com que a aplicação das cinco leis biológicas de Hamer proporcione uma constatação bastante evidente das conexões existentes entre eles.

O entendimento da saúde como um processo contínuo e dinâmico, preceituado pela NMG, propicia o uso da autogestão como um recurso de autocura, transformando o conflito vivenciado pelo indivíduo em oportunidade de adaptação e mudança.

Esse entendimento nos dá ainda a possibilidade de ter confiança na natureza e nos seus processos, uma vez que somos parte dela. E, antes e além da crença que se possa ter, representa também uma oportunidade de aprendizado.

Programas especiais com sentido biológico específico

Para a nova medicina germânica, o chamado conflito, aquela situação súbita, inesperada e dramática, vivida para dentro, representa o momento em que um dos programas biológicos especiais de significado específico (SBS) começa a ser posto em marcha como uma estratégia natural de defesa do próprio organismo, na busca de ajudar a resolver o evento traumático.

Assim, iniciam-se as histórias naturais das enfermidades, que são determinadas a partir do que vem do entorno da pessoa e de como isso é percebido por ela.

As evidências apresentadas pela NMG são verificáveis por meio de exames complementares, assim como pela própria história do paciente e manifestações clínicas associadas, configurando os paradigmas dessa ciência natural.

As correlações estabelecidas pela nova medicina germânica entre o conflito desencadeado pelo evento traumático e a resposta do organismo por meio de um programa especial com sentido biológico específico estendem-se até as bases filogenéticas e ontogenéticas da evolução do ser e possibilitam um tráfego pelo caminho de autocura.

Assim, quando se entende como esse processo natural transcorre, obtém-se uma informação que servirá tanto como forma de liberação do medo e do pânico em relação à doença quanto no sentido de nortear os procedimentos para restabelecer o estado de bem-estar, natural expressão de saúde.

As cinco leis biológicas

A nova medicina germânica é uma ciência rigorosa baseada em cinco leis da natureza de cunho estritamente científico.

Para se ter uma visão funcional das chamadas cinco leis de Hamer, é preciso saber que elas perfazem um raciocínio que parte de conceitos específicos para um conceito geral. Essa é uma forma de se ter uma compreensão de aspecto prático e funcional dos paradigmas presentes nessa ciência.

1 – Lei férrea do câncer. Esse é o momento do processo em que o cérebro envia sinais para o órgão do corpo que melhor se adapta à resposta adequada ao evento traumático, havendo sempre uma correlação direta entre o tecido presente na área do cérebro que envia o sinal e o órgão, segmento ou função associada. A chamada lei férrea estabelece a simultaneidade de percepção da psique, da área de comando cerebral e do órgão onde se dispara a chamada síndrome de Hamer. A resposta biológica especial desencadeada no organismo traz sinais e sintomas que evidenciam que o evento traumático em si, muitas vezes, é menos importante do que a percepção subjetiva da pessoa em relação a ele.

2 – Lei das duas fases de todas as enfermidades. Aqui se apresenta o desenvolvimento bifásico das doenças, que parte da chamada normotonia, quando ela é interrompida pelo início da ocorrência do conflito. Nesse momento, toma lugar a simpaticotonia, que caracteriza a fase ativa do conflito biológico até sua solução. A partir daí, inicia-se então a fase de pós-conflito, também conhecida como fase de cura. Esta, por sua vez, é subdividida em duas subfases, que são separadas por uma epicrise, momento em que o organismo volta a experimentar o estado de simpaticotonia, com a ocorrência do ápice das manifestações clínicas. Com base nessa lei biológica, é possível identificar como se dá a evolução do processo natural que envolve toda a expressão da resposta de saúde do corpo, que é composta por algumas fases a que, por desconhecimento, costumamos dar o nome de doença.

3 – Lei do sistema ontogenético de todas as enfermidades. Essa lei revoluciona os métodos de diagnóstico, no sentido de que estabelece a relação de cada sistema de resposta biológica do corpo com a origem embrionária dos tecidos envolvidos e sua inervação, ou seja, áreas de comando numa fisiologia especial. O tipo de alterações fisiológicas que será experimentado pelo organismo (se haverá aumento das funções com proliferação celular ou redução das funções com necrose tecidual) depende da origem embrionária dos tecidos envolvidos, os quais por sua vez estão relacionados à área do cérebro que enviou o sinal de desencadeamento do programa biológico com sentido específico. Sendo assim, o sintoma experimentado pelo paciente possibilita identificar o tecido envolvido, sendo que cada tecido, de acordo com sua origem embrionária, está relacionado a uma função específica com comportamento específico. Essa terceira lei, que apresenta a ontogênese dos folhetos embrionários e tecidos, possibilita também uma recapitulação da filogênese. O endoderma, o mesoderma e ectoderma trazem a evolução desde os seres unicelulares mais rudimentares de ambiente marinho até o ser humano com sua complexidade, que envolve os sentidos, a comunicação, a socialidade e diversas outras características evolutivas.

4 – Lei do sistema ontogenético dos microrganismos. De acordo com essa lei, os micróbios não atuam de forma independente, mas simbiótica e sensatamente controlada pelo cérebro, com função específica e precisa em relação aos tecidos. Na nova medicina germânica, a ontogênese dos micróbios apresenta-se de forma bem diferente daquela trazida por Pasteur na identificação e associação dos micróbios com infectividade, contaminação e causalidade de doenças.

5 – Lei da quintessência. Segundo essa lei, todos os programas da natureza são sensatos e sempre têm um sentido, sendo que a doença é parte de um processo com intenção de preservação da vida. A chamada quintessência tem como característica a transcendência, que se expressa como evolução, presunção e adaptação para aprimoramento e sobrevivência.

O conjunto das leis de Hamer transforma esse processo num método de verificação, em que elas auxiliam a estabelecer um diagnóstico preciso, o prognóstico e a viabilidade de tratamentos diversos. Esse método possibilita, principalmente, trazer ao paciente o conhecimento sobre seu próprio estado, dando a ele a oportunidade de atuar como sujeito no seu processo de forma consciente.

As leis biológicas de Hamer não são uma terapia ou método de cura. Elas servem para compreensão e discernimento, uma vez que a cura é um processo inerente à própria natureza. Essa ciência permite tornar habitual a realidade percebida em sua complexidade, no sentido de que a decodificação singulariza o que nem sempre está aparente. Portanto, proporciona autoconhecimento e evolução. À medida que se aprofunda no estudo e uso desses conhecimentos, há uma integração progressiva dos paradigmas da nova medicina germânica, que torna essa visão natural e dinâmica, de forma prática e funcional.


Dr. Maurílio Brandão – Médico homeopata, acupunturista, especialista em medicina ortomolecular e medicina integrativa e praticante e divulgador da nova medicina germânica no Brasil.

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